Tomar Pílula por Muito Tempo Prejudica a Fertilidade

O anticoncepcional não atua depois da sua interrupção, mas o organismo pode sentir reflexos do seu uso prolongado.

Artigo publicado por Juliane Freitas nas categorias: Dicas

O Milagre da Gravidez

A pílula anticoncepcional foi um dos grande avanços da medicina para a mulher, pois com o controle sobre o seu ciclo menstrual as mulheres puderam passar a planejar o crescimento familiar e controlar a gravidez. Ainda que durante muitos anos houvesse preconceito àquelas que faziam uso da pílula, dando continuidade a mentalidade da época, que julgava o uso da pílula de forma patriarcal, ela se espalhou e garantiu a independência de mulheres nos anos seguintes.

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A popularidade dos anticoncepcionais levaram os laboratórios a melhorarem suas fórmulas, que hoje quase não apresentam efeitos colaterais para a mulher, desde que a mesma consulte um médico para verificar qual é a melhor opção para o seu caso – restrições, alergias e reações entram nesses cuidados. Inicialmente e até mesmo nas décadas de 80 e 90 a maioria dos medicamentos apresentava algum efeito colateral, entre os mais comuns a enxaqueca, o vômito e a aquisição de peso.

A compreensão do uso da pílula para evitar uma gravidez é muito simples, além de ser um método seguro, eficaz e que pode ser encontrado até mesmo em farmácias populares gratuitas, um reflexo de como o planejamento familiar se tornou importante, por outro lado, muitas mulheres apresentam dúvidas quanto a interrupção do seu uso e a vontade de ter filhos.

A Fertilidade e o Uso da Pílula

A pílula dá, sim, controle sob a fertilidade. O problema é a interpretação de que muitas pessoas dão a essa método, desejando engravidar logo no mês seguinte sem uso da pílula. A alteração hormonal que ocorre com a utilização da pílula torna difícil de conseguir uma concepção logo nas primeiras tentativas, mas não é apenas esse fator que contribui para isso. De qualquer forma, o ideal é esperar ao menos um ciclo para saber como o organismo se comporta e depois observar a ovulação através de fatores externos como o muco vaginal.

No primeiro mês sem a pílula pode ocorrer atraso na menstruação ou até mesmo amenorreia, a depender do quadro completo da mulher, assim, podem ocorrer decepções se a mulher esperar ter engravidado.

Apesar dessa situação de “readequação” que parece ocorrer no pós período de interrupção do uso do anticoncepcional, não existe uma comprovação científica dos efeitos da pílula após a sua interrupção, se tratando de casos de observação.

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A Pílula e a Saúde Feminina

Embora o seu papel principal seja regular os hormônios do corpo e induzir a uma “não ovulação” os contraceptivos hormonais tem consequências boas para as mulheres que fazem uso deles. O uso do anticoncepcional reduz significativamente a ocorrência de endometriose, uma das maiores vilãs entre os problemas de fertilidade, que consiste no acúmulo de sangue nos órgãos reprodutivos, podendo até mesmo atingir outras áreas do abdome.

Além de prevenir a endometriose, pesquisas indicam também sua atuação na diminuição das chances de ocorrência de câncer nos ovários ou no útero. A gravidez ectópica, que gera tanto medo em algumas pessoas, se tratando do desenvolvimento do feto fora do útero, por exemplo, nas trompas uterinas, também ocorrem percentualmente menos nas mulheres que fizeram uso prolongado da pílula.

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