FIV e TEC

Entenda processos famosos de fertilização em laboratório e aumente suas esperanças de ter um bebê.

Artigo publicado por Juliane Freitas nas categorias: Dúvidas

O Milagre da Gravidez

A Fertilização In Vitro é a técnica de fertilização artificial mais popular no mundo, devido, principalmente, a quantidade de anos e experiências realizadas. Muitas pessoas confundem um processo derivado desse tratamento com outro tratamento, a Transferência de Embriões Criopreservados, abaixo explicamos o que é a FIV, sua importância científica e suas taxas de sucesso e a relação com a TEC.

fertilização in vitro

FIV – Fertilização In Vitro

A fertilização in vitro, também conhecida como “bebê de proveta” é uma das técnicas de fertilização mais antigas. O tratamento de reprodução assistida obteve sucesso pela primeira vez em 1978, após muitas tentativas falhas, do qual originou a menina Louise Brown. A técnica consiste na manipulação em laboratório dos gametas para que ocorra a fecundação e posterior transformação em embrião, que então é transplantado para o útero materno, até 72 horas depois da obtenção do embrião, para que ocorra a nidação, fixação do óvulo na parede uterina, que é realizada por meio de manipulação hormonal.

Os óvulos são retirados da mãe e a fecundação é feita em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador, é um caso indicado para quando a mulher realizou laqueadura das trompas uterinas ou apresenta algum problema nessa região, impedindo o óvulo de chegar ao útero para fecundação natural, para casos de endometriose, casos de infertilidade masculina e quando a infertilidade do casal não tem seu motivo identificado.

O processo é feito em diversas etapas e depende de indução hormonal, por isso a primeira etapa consiste na injeção de drogas para estimular o crescimento dos folículos, aumentando a liberação de óvulos, tal procedimento deve ser feito com cuidado, pois se for utilizada alta dosagem de drogas hormonais, pode ocorrer a Síndrome da Hiperestimulação Ovariana, causando a liberação de mais óvulos que o necessário. Por isso, os folículos são monitorados por ultrassom e quando estão prontos para o procedimento, são coletados através da vagina com uma agulha especial acoplada a uma sonda.  A coleta dos espermatozoides, por outro lado, é mais simples e feita de forma natural – por masturbação.

sucesso na tec

Antes de serem transplantados para o útero, os óvulos são analisados e classificados segundo sua morfologia e taxas de divisão. Os pais, por sua vez, passam por exames para detectar possíveis doenças que possam transferir ao embrião. Após a transferência, pode-se verificar a certeza da gravidez após 15 dias. A probabilidade de sucesso do procedimento é alta, sobretudo nas mulheres em idade adequada, entre 25 e 35 anos, a taxa de sucesso é de 35%, caindo para 15% a partir do 40 anos.

TEC – Transferência de Embriões Criopreservados

Quando um casal obtém sucesso em sua tentativa de fertilização, em geral, sobram embriões não utilizados, pois para a FIV vários óvulos são coletados e fertilizados em laboratório, monitorados e escolhidos para a implantação no útero, que pode ser feita em várias tentativas, com pequenos intervalos, ou mesmo  são implantados mais de um de uma vez, para garantir que não seja necessário realizar novamente todo o tratamento hormonal. Quando um casal escolhe fazer a implantação separadamente e obtém sucesso logo nas primeiras tentativas, sobram embriões.

De acordo com o a ética médica, o casal tem o direito de escolher o que irá fazer com os embriões remanescentes. Podendo optar por criopreservação através de congelamento e armazenagem, ou doação desses embriões para outros casais, assinando um termo de concessão. Em ambos os casos, o embrião será posteriormente descongelado e implantado no útero, como ocorre na Fertilização In Vitro. A diferença, no entanto, está no tratamento hormonal e na coleta, que não serão necessários, exceto para assegurar que o útero segure o embrião.

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