Aborto Recorrente

Abortos frequentes atingem até 6% da população, mas suas causas são inúmeras.

Artigo publicado por Juliane Freitas nas categorias: Cuidados

O Milagre da Gravidez

Um aborto ocorre quando o feto tem menos de 20 semanas de gestação ou peso inferior a 500g, do ponto de vista ético ou religioso muitas outras questões são abordadas quando se trata do tema, mas do ponto de vista médico, é isso que importa para considerar uma perda de gestação como aborto, se a interrupção ocorrer depois de ultrapassar esses parâmetros, considera-se que a mulher sofreu um parto prematuro.

O problema de aborto recorrente é quando a mulher tem mais de três perdas gestacionais seguidas, estima-se que isso ocorra pelo menos com 5% dos casais em idade reprodutiva no mundo.

aborto recorrente

Possíveis Causas do Aborto Recorrente

São inúmeras as razões de uma mulher ter aborto recorrente, a avaliação correta dos motivos somente pode ser feita pelo seu médico, que além de verificar problemas em exames poderá avaliar seu histórico e a influência disso nas interrupções de gravidez.

No entanto, algumas causas se destacam, os defeitos genéticos que podem ser do pai ou da mãe são o motivo do aborto recorrente em  6% dos casos, em geral. Quando o feto já se desenvolve com problemas genéticos, o organismo pode reconhecer o defeito e por isso forçar um aborto ainda em fase de formação.

O sistema endócrino da mãe também pode provocar abortos prematuros, um dos mais comuns é o defeito na produção de progesterona. A progesterona é responsável pelo espessamento do endométrio para a implantação do embrião, quando o espessamento não ocorre o óvulo não consegue se fixar e ocorrerá um aborto. A progesterona é produzida pela hipófise, mas outra glândula também tem papel importante na gestação (e em todo o controle do organismo), a tireoide. Mulheres que já sabem que possuem alguma disfunção da tireoide costumam já tratar o problema e não apresentar riscos de aborto, mas quando não se sabe do problema os anticorpos tireodais podem provocar alguma disfunção que leve ao aborto.

perda de gestação

A diabetes mellitus também é um fator de risco que pode provocar abortos, mas somente em casos de descontrole. Mas é importante alertar que muitas mulheres adquirem diabetes durante a gestação, a diabetes gestacional, e não reconhecem sintomas ou ficam sabendo do problema logo de início.

O estilo de vida e a idade da mulher também influenciam nos abortos recorrentes, mulheres acima de 40 anos tem mais probabilidade de passar pelo problema, quanto maior a idade maior o risco. O tabagismo, alcoolismo e cafeína também podem provocar abortos. É importante não se associar a esses comportamentos de risco, sobretudo se já tiver em uma situação propícia ao aborto natural.

Há ainda muitas outras causas, como má formação do feto, problemas relacionados a anatomia materna e até mesmo anticorpos contra o material genético paterno.

O Que Fazer?

A mulher que passa por um aborto fica fragilizada tanto emocionalmente quanto fisicamente. Primeiramente, se deseja tentar continuando a ter filhos deve procurar um médico para fazer a limpeza do útero, deixando-o pronto para uma próxima tentativa, o médico também pedirá exames para verificar porque o problema aconteceu mais de uma vez, isso é o inicio do tratamento para conseguir manter uma gravidez.

O tratamento psicológico também é importante, portanto se sentir frágil, assim como seu companheiro, procurem um psicologo especializado em gestações e família para conversar.

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